A preparação para o parto normal

O caso da Doula

Lembram que quem indicou o meu obstetra foi uma doula, certo? Então, ela e o meu médico tem uma parceria e na minha primeira consulta de pré natal ele me disse que a única doula com quem ele trabalha é ela. Ok, tudo certo, eu já tinha o contato dela, parecia ser excelente.

Como eu já disse, eu sonhei muito com a minha gravidez e com o meu parto. Eu assisti muitos vídeos, li muitos relatos, inclusive de mulheres que foram atendidas pelo meu obstetra. Na minha idealização, a doula estava presente. Qual foi a minha surpresa quando eu procurei a doula e ela me disse que na semana da data provável do meu parto (DPP) ela não estaria em Curitiba!

Fiquei muito desapontada, como eu ia conseguir um parto normal (e eu queria natural) sem uma doula pra ajudar? Numa cidade longe da minha mãe, da minha irmã, somente com meu marido eu pensava que eu precisava de um amparo feminino. Senti o meu sonho de parto se desfazendo bem na minha cara!

Comecei então a pesquisar referências de outras doulas, apesar de saber que meu médico não trabalharia com outra pessoa. Nessa minha busca eu encontrei o grupo maravilhoso do Doula Curitiba. Participei de algumas palestras e rodas de conversa. Foi nesse momento que eu conheci uma profissional queridíssima, doula e psicóloga, Katya Bleninger.

A minha simpatia por ela foi imediata: aquela serenidade, calma e firmeza dela me passaram a maior segurança! Conversamos muito e eu disse a ela que estava cogitando até mudar de obstetra, porque eu fazia muita questão de ser amparada por uma doula. A Katya me passou então um contato de um dos médicos com quem ela trabalha e que aceita qualquer doula a escolha da gestante.

A presença da doula na sala de parto diminui o índice de cesárea, analgesia e depressão pós-parto e aumenta a satisfação materna e o índice de amamentação.

A presença da doula na sala de parto diminui o índice de cesárea, analgesia e depressão pós-parto e aumenta a satisfação materna e o índice de amamentação.

Me consultei com ele. A taxa de disponibilidade que ele cobrava era a mesma do meu médico. (Aqui no Paraná é permitido aos médicos cobrarem um valor pela disponibilidade, independente do tipo de parto, mesmo quando o parto acontece pelo convênio). Conversei com ele sobre a questão da doula e etc. Marcos e eu saímos balançados do consultório dele.

A verdade é que eu ainda preferia o meu obstetra! rsrsrs Como grávida é indecisa! Eu estava entre a doula e o obstetra! kkkkk O marido também preferia o médico de sempre e apesar dele também gostar muito da Katya, ele me disse que não gostaria que eu fosse atendida por uma pessoa com quem eu não tinha afinidade.

Corri pra Katya, muito indecisa e ela me apresentou uma solução: me explicou que ela oferecia um curso de preparação para o parto. Que se a gente quisesse, faríamos o curso com ela e manteria o nosso obstetra. Assim teríamos um pouco dos dois e estaríamos seguros para seguir com o planejado.

Como Deus é bom comigo! Começamos as aulas com a Katya e adoramos. Ela explicava tudinho da gravidez e do parto, tirava nossas dúvidas, conversávamos sobre as mudanças na nossa vida, no meu corpo, sobre sexualidade, aprendíamos exercícios de relaxamento.

Foi ela quem me preparou e me apresentou outra coisa fundamental para o acontecimento do meu parto: a bola de pilates! kkkkkkk Eu não relatei aqui, mas no dia em que a Mariana virou, eu tinha passado um bom tempo rebolando na bola de pilates. No final da minha gestação eu sentia muita dor nas costas e no bumbum. Rebolar na bola enquanto eu via TV à noite virou parte da minha rotina.

Nos programamos para que o curso acontecesse em 4 encontros. Mas no dia em que tínhamos marcado o último encontro o Marcos estava indisposto e desmarcamos. Ficamos enrolando a Katya por uns dias e então (como vocês vão saber logo logo pelo meu relato de parto) a dona Mariana resolveu chegar antes das 38 semanas. O último encontro não aconteceu.

Para ‘repor’ esse encontro, a Katya nos visitou no pós parto e me deu um suporte em relação à amamentação. Me passou exercícios, conversamos, fechamos esse ciclo com chave de ouro.

Um dos conselhos que eu dou a quem me pergunta sobre o parto normal e como se preparar é: ‘tenha uma Doula!’. Elas sabem das rotinas médicas e hospitalares, elas estão inseridas nesse meio e podem te indicar médicos, obstetras e pediatras, elas tem experiência e conhecimento desse mundo em que você está chegando agora. Eu pari sem a presença da Katya, mas tudo o que aprendemos com ela foi fundamental para que o meu parto tenha sido um sucesso.

Se quer conhecer a Katya e o trabalho do grupo Doula Curitiba é só clicar aqui e aqui. Super indico!

*Não sabe o que é uma doula?A palavra Doula vem do grego e significa “mulher que serve”, sendo hoje utilizada para referir-se à mulher sem experiência técnica na área da saúde, mas que orienta e assiste a nova mãe no parto e nos cuidados com bebê. Seu papel é oferecer conforto, encorajamento, tranqüilidade, suporte emocional, físico e informativo durante o período de intensas transformações que está vivenciando.” fonte: http://www.despertardoparto.com.br/doula—o-que-eacute.html