O planejamento da gravidez – Parte 2


Em meados de 2013 decidimos que a hora de sermos pais tinha chegado. Conversamos que eu continuaria com a pílula anticoncepcional até dezembro daquele ano. Marcamos a consulta com o obstetra e iniciei os exames de praxe. Tudo normal, apesar do meu excesso de peso eu tinha muita saúde. Paramos com a pílula e na virada do ano eu pedi a Deus que nos abençoasse com a gravidez.

Marquei a próxima consulta com o obstetra para dia 06 de maio, a data em que iríamos completar 11 anos de relacionamento. Eu pensava secretamente: nessa consulta eu já vou estar grávida e vamos celebrar!

Eu idealizei muito essa gravidez! Planejei quadro a quadro daquele futuro. Viajava nos meus sonhos e dividia tudo com o meu marido (sempre foi um poço de paciência, rsrsrsrs) que me apoiava. Até o mês em que a concepção devia acontecer, eu planejei! rsrsrsrs Vou me explicar: eu sou professora e não queria de jeito nenhum deixar meus alunos ‘na mão’, portanto o bebê tinha que nascer depois que o ano letivo fechasse!

Nos meses de janeiro e fevereiro de 2014 evitamos os dias férteis. Em março nós seguimos normalmente; sem evitar, mas bem relaxados. Nada de contabilizar os dias, nem medir temperatura ou avaliar fluidos. rsrsrsrs Em 26/03 a menstruação veio normalmente.

Em abril eu decidi que estava na hora de levar a coisa mais a sério, rsrsrsrs. Nas minhas contas o dia fértil seria 08/04. Anotei mentalmente que naquele dia tínhamos que namorar a qualquer preço (a loka, rsrsrsrs)! No dia 06 nós namoramos; era um domingão e eu bem nem aí ‘não é meu dia fértil, não dá nada mesmo’. Quando o dia 08 chegou, fui toda interesseira atrás do marido e… levei fora!

Ele exausto do trabalho e eu naquela pressão ‘amor, hoje é o dia fértil!’. Discutimos; eu dizendo que ele estava sendo egoísta e ele alegando que no dia seguinte poderíamos tentar numa boa. Eu chorei e dormi emburrada.

Continua…